olha se não é ela, a pfizer

2 de jul. de 2021
brincadeiras a parte. quanto tempo que não escrevo um post aqui e a desculpa dessa vez é que: existem milhares de plataformas que são melhores que um blog para "criar conteúdo" (mas gosto de chamar de desabafo), às vezes penso em criar uma newsletter já que muita gente que eu conheço 1. migrou para lá e 2. tem sido a melhor forma de acompanhar coisas escritas como costumava ler em blogs. às vezes penso em criar um outro site e começar um blog de outra forma. do zero.

gosto muito da ideia de ter uma URL na internet e juntar tudo em apenas um lugar, sair de todas as redes sociais (já estou duas semanas longe) e escrever sempre que dar na telha por esse único ponto de ligação entre o mundo físico e o virtual. depois da criação do botão "curtir" as coisas desandaram pra mim, pra você, pra todo mundo - todavia, isso é conversa para outro dia.

eu comecei alguns rascunhos para uma newsletter e eu decidindo como chamar, não queria dar o nome de "uns troço aí", mas quando na verdade só vou escrever uns troço aí. porque a verdade é que eu gosto de escrever sobre os dias e também gosto de ver outras pessoas que escrevem sobre os dias. há uma essência diferente quando a gente lê, porque as palavras precisam ser encaixadas de um jeito que sai lá de dentro do coração. a poesia toma conta. precisa de tempo para se dedicar numa leitura. você precisa focar sua atenção ali. enquanto é diferente nas redes sociais, que a sua atenção é roubada sem que você perceba.



não que muita coisa tenha acontecido nesses últimos dias, de acordo com meu diário, que mantenho desde o começo do ano, os dias são uma mistura de mesmice, tédio, aventuras em livros e na cozinha. horas sentadas na frente do computador, outras que poderia ser na janela, mas tem uma parede logo em frente e não tem como fazer aquela típica cena de filme "refletindo na janela". chegamos na metade do ano, com outra metade para vir aí pela frente.


veja bem, olha a medida desesperada do garoto, tentei acreditar em astrologia como no ano passado, li muito mais cartas de tarot e muitos hosróspocos semanais procurando uma salvação, uma esperança de que as coisas iriam ficar boas (e spoiler: não ficaram; me prometeram um cara que eu viveria uma aventura infalível kkkk). e o que resolveu, de fato, foi desligar os noticiários e viver num mundo alheio, resolvi não desativar as redes sociais, mas fiz algo melhor, deletei os aplicativos do celular, bloqueei os sites no computador. não é a decisão mais fácil, mas também não foi a mais difícil.

parei com os projetos que estava escrevendo e decidi me organizar, porque é isso que gosto de fazer quando estou entrando em pane. assim como faço com meu celular quando está lento e difícil de trabalhar: reseto. resetei minha rotina. e ainda estou encontrando coisas que realmente fucionem dentro de contextos pandêmicos e fora de padrões que me deixavam tão confortáveis. nunca imaginei que seria pegado por crises de ansiedade que durassem dias, desde ponta da língua dormente à dores de cabeça que só passam com remédios. quando sinto esses sintomas eu percebo que talvez deva ser mais slow, olhar pra dentro e só talvez deixar as coisas acontecerem um pouco no automático. porque é tudo o que a gente pode fazer para aguentar os dias.



desde que terminei o meu relacionamento me fechei para o mundo, primeiro porque o mundo estava um caos e depois porque poderia ser arriscado demais encontros marcados em casa com um estranho, já que os restaurantes estavam fechados e não eram tão seguros. e alguns meses me deixaram bem, digamos, sem jeito de conversar com as pessoas ou até mesmo de cantar pessoas. e é muito engraçado conversar isso abertamente com a minha mãe, porque por mais que eu goste de viver novos amores, conhecer histórias e compartilhas as minhas experiências, sinto que esse não é o momento de doação, nem para conhecer outras pessoas: é mais o momento de calma, respira, conte até dez, coloque algumas coisas que estão na sua cabeça no papel (ou tire do papel).

estou escrevendo esse texto numa sexta-feira, achando que era uma terça. os dias perderam a sequência durante a pandemia, o final de semana não é mais O FINAL DE SEMANA, assim em maiúsculo, é só mais um intervalo sem trabalho, em casa, que por sinal, passa em instantes. e foi assim que chegamos até o meio do ano. e por mais que as promessas astrológicas não tenham se firmado nesse primeiro semestre adivinha quem conferiu novamente as provisões para os próximos dias? eu.

tá passada?

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