uma newsletter

14 de out. de 2021

unfollows

23 de set. de 2021
houve algum tempo em que fiz muita questão de que o número de seguidores no meu instagram fosse alto, já fiz aquela coisa de seguir muitas pessoas só para elas me seguirem de volta. não que eu quisesse me tornar famoso, mas é que os números sempre representaram (e ainda representam para muitas pessoas) o sinônimo de sucesso. nunca quis ser famoso, mas todo mundo que é artista gosta de ser reconhecido por aquilo que faz. as fotos. os textos. ser seguido há alguns anos era muito bom, porque as pessoas realmente recebiam o que a gente fazia (vou tentar não chamar de conteúdo, porque já não aguento mais esse termo). hoje as coisas já mudaram e já me sinto muito desmotivado a publicar fotos, textos e qualquer outra coisa na internet - porque não tenho a vontade de produzir vídeos todos os dias e muito menos aparecer com a minha cara para todo mundo ver.

não se trata de vergonha, isso eu nem tenho mais. é só a disposição que não existe mesmo, não tenho a disposição de me desdobrar ainda mais para criar algo que um algoritmo venha definir ser bom ou ruim. se estou fazendo algo é porque acredito que aquilo seja bom, acredito que faça sentindo e seria bem interessante se as pessoas que me seguem conseguissem ler isso sem eu precisar de um milhão de artifícios para então, quem sabe, chegar lá.

a criação morre com a necessidade de urgência - e sempre foi assim. agora já não faz mais sentido ter vários seguidores, a mídia social deixou de ser aquele grande espetáculo e virou apenas mais do mesmo, vídeos repetidos, imagens muito rápidas e uma coisa assim, meia sem emoção (desculpa todo mundo que passa horas produzindo coisas). decidi fechar meu instagram por alguns motivos e acabei gostando dessa ideia, de manter como um diário mesmo, dei unfollow em pessoas que eu nunca vi e que talvez nunca veria. porque existem pessoas que a gente segue apenas por aquele sentimento de "seguir de volta". deixei de seguir mais de 300 pessoas por simples motivo de não haver conexão ou um interesse realmente profundo. e isso fez bem.

mas ainda não conseguia me desprender do número de seguidores - que nunca foi tão alto (1900 pessoas no instagram). 1900 pessoas que eu não fazia ideia de quem era, que eu não sabia se estavam interessadas no meu pequeno diário, que eu não fazia ideia de se um dia viria interagir com elas. me desprender desse número foi uma coisa tão... libertadora. digo isso porque hoje já não quero mais ligar o meu sucesso, a minha arte, as minhas palavras a apenas números. existem outras coisas que a gente tem que considerar, como uma mensagem inesperada, um elogio. números massageiam o ego, mas palavras permitem ir longe.

hoje tenho um número bem mais insignificante ainda, 700 pessoas (e abaixando). é bem exaustivo essa etapa da dar unfollow em você mesmo, existe uma dupla confirmação no instagram que deixa o processo ainda mais lento. e tem sido bom, sabe? deixar ali apenas as pessoas que eu gosto, consumir as coisas que eu gosto. tornar a rede como um diário enquanto eu não decido o que faço com a minha vida dentro da internet.

enfim.
que doideira.

olha se não é ela, a pfizer

2 de jul. de 2021
brincadeiras a parte. quanto tempo que não escrevo um post aqui e a desculpa dessa vez é que: existem milhares de plataformas que são melhores que um blog para "criar conteúdo" (mas gosto de chamar de desabafo), às vezes penso em criar uma newsletter já que muita gente que eu conheço 1. migrou para lá e 2. tem sido a melhor forma de acompanhar coisas escritas como costumava ler em blogs. às vezes penso em criar um outro site e começar um blog de outra forma. do zero.

gosto muito da ideia de ter uma URL na internet e juntar tudo em apenas um lugar, sair de todas as redes sociais (já estou duas semanas longe) e escrever sempre que dar na telha por esse único ponto de ligação entre o mundo físico e o virtual. depois da criação do botão "curtir" as coisas desandaram pra mim, pra você, pra todo mundo - todavia, isso é conversa para outro dia.

eu comecei alguns rascunhos para uma newsletter e eu decidindo como chamar, não queria dar o nome de "uns troço aí", mas quando na verdade só vou escrever uns troço aí. porque a verdade é que eu gosto de escrever sobre os dias e também gosto de ver outras pessoas que escrevem sobre os dias. há uma essência diferente quando a gente lê, porque as palavras precisam ser encaixadas de um jeito que sai lá de dentro do coração. a poesia toma conta. precisa de tempo para se dedicar numa leitura. você precisa focar sua atenção ali. enquanto é diferente nas redes sociais, que a sua atenção é roubada sem que você perceba.



não que muita coisa tenha acontecido nesses últimos dias, de acordo com meu diário, que mantenho desde o começo do ano, os dias são uma mistura de mesmice, tédio, aventuras em livros e na cozinha. horas sentadas na frente do computador, outras que poderia ser na janela, mas tem uma parede logo em frente e não tem como fazer aquela típica cena de filme "refletindo na janela". chegamos na metade do ano, com outra metade para vir aí pela frente.


veja bem, olha a medida desesperada do garoto, tentei acreditar em astrologia como no ano passado, li muito mais cartas de tarot e muitos hosróspocos semanais procurando uma salvação, uma esperança de que as coisas iriam ficar boas (e spoiler: não ficaram; me prometeram um cara que eu viveria uma aventura infalível kkkk). e o que resolveu, de fato, foi desligar os noticiários e viver num mundo alheio, resolvi não desativar as redes sociais, mas fiz algo melhor, deletei os aplicativos do celular, bloqueei os sites no computador. não é a decisão mais fácil, mas também não foi a mais difícil.

parei com os projetos que estava escrevendo e decidi me organizar, porque é isso que gosto de fazer quando estou entrando em pane. assim como faço com meu celular quando está lento e difícil de trabalhar: reseto. resetei minha rotina. e ainda estou encontrando coisas que realmente fucionem dentro de contextos pandêmicos e fora de padrões que me deixavam tão confortáveis. nunca imaginei que seria pegado por crises de ansiedade que durassem dias, desde ponta da língua dormente à dores de cabeça que só passam com remédios. quando sinto esses sintomas eu percebo que talvez deva ser mais slow, olhar pra dentro e só talvez deixar as coisas acontecerem um pouco no automático. porque é tudo o que a gente pode fazer para aguentar os dias.



desde que terminei o meu relacionamento me fechei para o mundo, primeiro porque o mundo estava um caos e depois porque poderia ser arriscado demais encontros marcados em casa com um estranho, já que os restaurantes estavam fechados e não eram tão seguros. e alguns meses me deixaram bem, digamos, sem jeito de conversar com as pessoas ou até mesmo de cantar pessoas. e é muito engraçado conversar isso abertamente com a minha mãe, porque por mais que eu goste de viver novos amores, conhecer histórias e compartilhas as minhas experiências, sinto que esse não é o momento de doação, nem para conhecer outras pessoas: é mais o momento de calma, respira, conte até dez, coloque algumas coisas que estão na sua cabeça no papel (ou tire do papel).

estou escrevendo esse texto numa sexta-feira, achando que era uma terça. os dias perderam a sequência durante a pandemia, o final de semana não é mais O FINAL DE SEMANA, assim em maiúsculo, é só mais um intervalo sem trabalho, em casa, que por sinal, passa em instantes. e foi assim que chegamos até o meio do ano. e por mais que as promessas astrológicas não tenham se firmado nesse primeiro semestre adivinha quem conferiu novamente as provisões para os próximos dias? eu.

tá passada?

Séries e filmes sobre escritores

27 de mai. de 2021


Desde que me rendi aos conselhos de escrever o meu primeiro livro algumas séries e filmes abordando escritores e processos de escrita começaram a aparecer, não sei se é a bizarrice de algum algoritmo ou se é deus falando "querido, vá escrever seu livrinho, vai". Tenho tido boas surpresas e vou deixar aqui minhas recomendações:

VALÉRIA
essa foi uma das primeiras séries que parei para assistir na quarentena; tenho começado a gostar de ver séries no idioma español. valéria conta a história de uma jovem que ganha a oportunidade de publicar um livro, mas para isso primeiro ela precisa se descobrir como escritor e firmar um relacionamento com a escrita - e nesse meio tempo, há problemas com a vida profissional, com o casamento e aventuras noturnas com as amigas.

I MAY DESTROY YOU
Arabella é uma jovem escritora de sucesso, que sofreu um abuso enquanto foi drogada e a série fala sobre a busca da artista em descobrir quem fez isso com ela, enquanto ela precisa também escrever o livro que está sendo pressionada. em flashbacks ela tenta seguir algumas pistas do que pode ter ocorrido aquela noite. é uma série lenta, mas eletrizante. contém um mistério e também mostra a dor de ter o corpo violado, em como isso pode afetar muitos aspectos a vida.

PATERSON
eu fiquei com esse filme baixado durante séculos no computador, para só então descobrir que ele é com aquele mesmo ator de uma história de casamento, do qual também recomendo. paterson conta a história de um motorista de ônibus que escreve algumas coisas nas horas vagas no seu caderninho que carrega para todos os lados (eu acho muito lindo que em algumas cenas algumas poesias são narradas pelo protagonista). o problema que vejo aqui é um artista que tem receio em ser publicado, em vender as próprias palavras e do outro lado uma namorada que o apoia cegamente, mas que vive a incerteza de ser artista sem saber o que realmente quer pra vida. é impossível não se ver um pouco nos dois lados do casal.

MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO
esse filme me surpreendeu de uma maneira muito legal, porque eu simplesmente não sabia o que esperar. aqui é apresentando um personagem metódico e rotineiro, todo dia a mesma coisa, os mesmos horários. uma vida pacata e ousaria dizer "sem graça". mas tudo muda quando uma voz começa a narrar o dia a dia. do outro lado, uma escritora famosa enfrenta a dificuldade de matar o personagem do seu mais novo livro, o que ela não sabia era que esse personagem é nada menos que uma pessoa do mundo real. há um jogo de humor e drama que o torna profundo. 

PALAVRAS E IMAGENS
comecei a ver esse filme por alguma recomendação da qual não me lembro bem, de alguma lista solta na internet. eu amei como amei o roteiro desse filme, a forma como temos dois professores artistas que decidem criar uma disputa na escola defendendo a arte que cada um trabalha, de um lado, palavras e do outro imagens; sim, o nome do filme é bem sugestivo. é um filme engraçado, mas que contém muitas reviravoltas: inclusive um romance e a procura da resposta do que vale mais palavras ou imagens? alias, aqui cabe a frase "uma imagem vale mais que mil palavras"?


Uma obra de arte

27 de abr. de 2021

comprei quadros de alguns amigos com a intenção de colocar nas paredes do meu apartamento, mas quando dei por fé as paredes já nem eram mais minhas porque já estava passando uma outra de mão de tinta para poder entregar para a dona. paredes que nunca foram furadas porque esperava o momento certo, mas acho que o motivo foi o mesmo de quando me mudei do meu primeiro apartamento e não furei as paredes: ali ainda não era minha casa.

não que eu não me sentisse em casa, sempre me senti confortável. fiz dos dias existênciais minha casa, meu refúgio, mas meu coração nunca, nunca, parou quieto. ainda que pagasse todos os meses, sem falta, pelo meu teto, ali ainda não era de fato a minha casa, não era onde eu queria fincar alguns quadros.

enchi o apartamento de plantas, porque precisava de coisas para ocupar espaço e também a mente. cuidar de planta é como cuidar da alma, precisa de tempo, paciência e dedicação. troca de vaso, troca a terra. aduba. poda. faz muda, planta, colhe. as plantas vieram para o quintal da minha avó, algumas se adaptaram, outras nem tanto.

os livros que ficavam empilhados do lado da cama foram para outras estantes, para sebos, para estações de ônibus, as histórias que eu não queria mais ganharam uma nova casa. espero que estejam bem, junto com a caixinha cheia de coisas de papelaria que dei para uma amiga que precisava de materiais para continuar sua arte.

os brinquedos que eu juntava desde quando eu era bem pequenos foram para um doação de natal, os meus favoritos para o meu irmão mais novo. esses dias a gente brincou um pouco. a gente divide alguns domingos em andar de patins, uma vez ele, uma vez eu.

doei muito de mim, abri o espaço para que novas coisas pudessem entrar e não que esse seja um processo doloroso, mas sim diferente. abrir espaço é novo.

tirei os desenhos das molduras e coloquei junto com os documentos, para não amassar na viagem. porque são as preciosidades que posso carregar comigo e não ocupam tanto espaço. há outras coisas para serem levadas, outras que devem ficar. estou indo de olhos vendados para esse novo desconhecido, sentindo uma dor que também é boa. indo atrás daquilo que talvez eu venha chamar de casa daqui uns dias. procurando o lugar nesse vasto mundo.

parece até um pouco clichê, mas juro que não é. mentira, talvez seja mesmo. são páginas de um livro, do qual estou escrevendo.

— estou participando do projeto 30 dias de escrita.

12 livros

16 de abr. de 2021

Tenho nem vergonha na cara de fazer uma lista logo depois de outra lista, há vícios que fazem com que seja mais fácil. No início do ano publiquei esse vídeo falando os livros que eu queria ler em 2021, a mesma lista abaixo:

Homens pretos (não) choram - Stefano Volp

Feios - Scott Westerfeld

Bela Maldade - Rebecca James

This is where i leave you - Jonathan Tropper

A bussola de ouro - Philip Pullman

Feliz ano velho - Marcelo Rubens Paiva

Todos os nomes - José Saramago

As crônicas de nárnia - C. S. Lewis

Dias de despedida - Jeff Zentner

As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

Jonathan Strange & Mrs Norrell - Suzana Clarker

O pintassilgo  - Donna Tartt


Prometo que o próximo post não será uma lista (mentira, não prometo nada).

101 coisas em 1001 dias

12 de abr. de 2021

eu vejo essa lista sendo feitas a quase uma década da blogosfera e nunca tive coragem de participar, porque não imaginei quantas coisas quisesse fazer. mas cada dia que passa crio mais listas, acho que agora tenho competência pra essa. a ideia é muito simples, fazer uma lista de 101 coisas que devem ser realizadas no prazo de 1001 dias.


01 de maio de 2021 ~ 28 de janeiro de 2024.


 concluído   /   cancelado 

pessoalidades

  • conversar em inglês sem morrer por dentro.
  • estudar um módulo de inglês voltado para área de tecnologia.
  • comprar algum instrumento musical e praticar.
  • me inscrever num curso de aulas de dança.
  • passar uma semana casa de algum amigo.
  • ler todos os livros do hp até o final do projeto.
  • fazer uma limpeza digital nas redes sociais.
  • organizar os arquivos do computador.

mundo e viagens

  • me mudar para um lugar maior.
  • conhecer a frança.
  • passar um final de semana no porto.
  • passar uma semana na casa do diego em londres.
  • ir a um festival de música.
  • nadar com golfinhos.
  • tirar uma foto com algum famoso que admiro (?).
  • fazer uma viagem de carro (voltar a dirigir).
  • fazer uma viagem em família.
  • acampar.

aparência e condicionamento físico

  • definir um estilo de roupas que eu goste.
  • correr todos os dias por um mês.
  • fazer abdominais em casa.
  • fazer plogging uma vez por semana durante dois meses.
  • manter cuidados com a pele por 2 meses seguidos.
  • mais uma tatuagem?

saúde mental e espiritual

  • voltar a fazer terapia.
  • fazer algum curso voltado para medicina alternativa.
  • passar uma semana com o celular desligado.
  • escrever uma carta para cada amigo.
  • ajudar um dia projetos voltados para animais abandonados.
  • passar um dia num asilo com velhinhos.
  • adotar um irmãozinho pra adele.
  • ir três vezes fazer tratamento no rosto.
  • correr numa maratona.

escrita + arte

  • escrever todos os dias durante 2 meses.
  • publicar um conto na amazon.
  • escrever um livro de pensamentos.
  • começar a série de fantasia que fico postergando.
  • pintar um quadro.
  • montar um moodboard na parede.
  • imprimir alguma das artes que fiz.
  • fazer algum objeto de decoração reciclado.
  • escrever sobre receitas e comidinhas nesse blog.
  • criar um clube do livro ou de escrita.
  • fazer um ensaio de autorretrato.
  • estudar mais sobre color theory.
  • escrever um carta para quando o projeto acabar.
  • tirar uma foto para cada letra do alfabeto.
  • acabar com todos os filmes baixados no computador.
  • ler algum livro sobre bruxaria.
  • ler algum livro do valter hugo mãe.
  • publicar um conto sobre uma temática que eu não tenho tanto costume.
  • fazer um vídeo com vários recortes de algum mês.
  • ler um livro em espanhol.

desejos materiais

  • trocar de celular (iphone?).
  • comprar um ipad.
  • comprar uma apple pen.
  • comprar um vídeo game.
  • comprar um corretor de postura.

projetos e vida profissional

  • criar um perfil/meio para colocar projetos & textos.
  • criar um portfólio.
  • criar um projeto público sobre o meio ambiente, LGBT+.
  • perfil no linkedin em inglês e francês.
  • vender layouts de dashboard para pbi.
  • criar uma newsletter.
  • criar um podcast.
  • tirar todas as cerficações de qlik.
  • tirar uma certificação de pbi.
  • começar uma nova faculdade.

casinha

  • voltar a compostar alimentos.
  • ter um cantinho para gravar vídeos e tirar fotos.
  • voltar a morar sozinho.
  • colocar todas as artes que eu tenho na parede.
  • decorar um cômodo inteiro.
  • fazer um "berçário" de mudas.

para fazer um dia

  • furar orelha em casa.
  • ir em uma festival eletrônico com a isa.
  • entregar uma carta cheia de mensagens positivas à uma pessoa aleatória.
  • fazer um prato bem bonito e postar a receita em algum lugar.
  • sair um dia para andar e tirar fotos da cidade.
  • convidar amigos para jantar e tomar vinho barato.
  • transitar de vez para uma alimentação vegana.
  • presentear alguém sem motivo algum.
  • abraçar um estranho.
  • dizer apenas "sim" durante o dia todo (e escrever sobre isso).
  • ir numa festa a fantasia (e se possível com adele).
  • sair com alguém do instagram para tomar um café.
  • fazer alguma receita das milhares que salvo no instagram.
  • começar uma nova coleção de plantinhas.
  • conhecer 10 cafés (2/10).
  • passar uma manhã escrevendo em um café.
  • escrever um post para ler no final do ano.
  • saber meu tipo sanguíneo.
  • me listar no zoowish por 3 dias.
  • fazer uma live sobre meio ambiente, veganismo ou livros.
  • fazer alguma coisa em 3d.
  • acordar muito cedo e levar uma canga pra ver o sol nascer.
  • ler um livro em uma tarde no parque.
  • pegar um ônibus aleatoriamente e andar sem destino.
  • arrumar as playlists do spotify.
  • criar um layout pro blog.
  • cantar um karaokê. 
  • passar uma noite na rua e voltar só de manhã.

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ufa, nem acredito que consegui terminar essa lista. é muito difícil listar todas as coisas que eu queria fazer, foram alguns dias para montar essa (e olha que eu gosto). 

me faltaram palavras pra vir aqui

29 de mar. de 2021


não vamos começar com a casual desculpa de anos luz sem vir por aqui, porque eu vim várias vezes e há vários posts no rascunho que um dia pretendo soltar por aqui, mas como eu disse: um dia.


a verdade verdadeira é que desde que eu comecei um diário virtual, meio que as palavras tem se desfeito mais por lá do que por aqui. tem sido um processo interessantemente legal escrever só para mim, escrever de forma íntima sobre os dias, as vezes quando estou com preguiça coloco o dia em tópicos e as vezes só escrevo sobre uma série, porque esse foi o ponto alto do meu dia.


tenho criado playlists, visto animes, estudado outras coisas que envolvem minha área profissional e escrito. estou escrevendo duas histórias. eu nunca me imaginei escrevendo coisas além de posts ou páginas do diário, mas sempre me disseram que eu deveria ser escritor. eu sempre gostei de ler, eu sempre gostei de escrever. passei a acreditar que também eu deveria ser escritor. não me vejo escrevendo para ser famoso, só para contar umas histórias e ver que duas ou 100 (se você me permite sonhar) gostando da história, vindo comentar sobre ela.


ainda falando sobre livros, palavras e escrita: comecei a fazer parte do lendo juntas, um grupo de leitura com várias pessoas que amo aqui na internet, a leitura de "grande magia" foi a melhor coisa que aconteceu em todo esse mês, um livro que fala sobre aceitação da arte e da criação como algo natural; sobre a não romantização da dor, sobre não esperar que a grande inspiração cai do céu (e também saber agarrar essa inspiração quando ela cair). aprendendo a curtir mais o processo. 



tenho sentido muita saudade e é basicamente sobre isso que escrevo todos os dias no diário; uma saudade que bate nos dias mais quietos que eu poderia preencher na casa de algum amigo ou numa festa de sexta-feira logo depois do trabalho. dentro desse ano que se passou eu me pego pensando mais nas coisas antes e talvez depois, vivendo a quarentena como um grande hiatus da vida, desculpa mas esse jeito parece ser um jeito mais fácil de levar toda essa confusão.


agora que tenho todo o tempo do mundo, eu só não queria ter tempo para nada. digo, de que lhe adianta ter tempo e não poder sair de casa? se é que vocês me entendem; eu acredito que criação precisa de inspiração, no começo da quarentena eu me senti inspirado a colocar todos os projetos em dia, até começar alguns outros, agora que já faz um ano, voltei a arquivar algumas metas, deixar de lado outras por simplesmente sentir que esse não é o momento. não vai rolar. não agora.


a vida vai passando e a gente vai fazendo da melhor forma possível ou pelo menos tentando driblar da melhor forma possível. tem dia fáceis, tem dias difíceis e só tem dias que não são fáceis e nem difíceis, são só dias mesmo. às vezes a gente se sente bem para riscar algumas coisas da lista de tarefas da semana passada (ou retrasada, não me lembro bem), outros dias a gente só vive o pequeno piloto automático.


é isso, por hoje. obrigado por terem digitado na barra de pesquisa historicoinfame.com e terem vindo aqui ler algumas palavras (que mais soam como desculpas esfarrapadas). prometo escrever mais vezes também, mas enquanto isso, quando não tiver nada novo por aqui, tenho essa lista de pessoas que amo ler na intenert.

Criando novos hábitos (ou reconectando com os velhos)

17 de jan. de 2021


Defini que a palavra de 2021 seria: experimentar. Escolhi essa palavra por querer tentar coisas novas e curtir o processo dessas tentativas, mesmo que não dê certo, quero que sobre algo para contar e algo para se aproveitar - deixar de olhar apenas para o resultado e se atentar mais ao caminho, ao aprendizado que se pode carregar a cada nova escolha/tentativa. 


No finalzinho de 2020 me peguei questionando em algumas coisas que costumava fazer: exercício físico, leituras diárias, fotografar, escrever e decidi que iria aos poucos incluir esses e também novos hábitos a minha rotina. 



LEITURAS DIÁRIAS:  nos últimos anos me afastei por diversos motivos do mundo literário e acho que sempre senti esse pesar, porque escrever e falar sobre livros é algo que eu gosto bastante e resolvi trazer essa conexão de agora pra frente. A meta é ler um livro por semana, acho que vou conseguir - mantenho essa lista de livros lidos atualizada sempre que posso e vivo sempre falando sobre as leituras lá no twitter, ainda estou pensando se volto a fazer resenhas. Talvez sim, mas provavelmente não.


BRINCADEIRAS NO PHOTOSHOP: lembro que eu passava dias criando posters no photoshop, obviamente não tenho mais todo o tempo que tinha antes, mas ainda assim vejo que é totalmente possível incluir essas artes no meio da rotina, por exemplo, ao inves de ficar no twitter ou instagram.


ALONGAMENTOS & ABDOMINIAIS: eu morro de preguiça de fazer alongamentos e sei que é superimportante fazer isso todos os dias, principalmente depois que acordar. Sobre as abdominais, eu nem sou louco de colocar como meta voltar a fazer academia, porque percebi que é algo que não funciona pra mim (não gosto) - já faz 4 meses que inclui corrida/caminhada duas vezes por dia na minha rotina, agora só tenho que me acostumar com a ideia de queimar a gordurinha localizada com abdominais. 



ORGANIZAR A SEMANA: essa é uma das coisas que eu mais sinto falta, criar um cronograma e seguir ele - sempre arranjo 21 desculpas para nunca seguir um cronograma semanal (com isso acontece vários atrasos). Ainda estou encontrando um método que me ajude a seguir direitinho uma rotina. Vamos com a tentativa de usar o Notion pela oitava vez (obrigado K.).


APRENDER INGLÊS DIARIAMENTE: preciso demais criar um sistema de estudos diários, seja por filmes, livros ou atividades. Quero que esse ano seja de mais aprendizados e conversas em inglês. Chega de desculpas, né?


ESCREVER: eu gosto de escrever, mas nem sempre escrevo. Espero poder retornar com a rotina de escrever todos os dias no diário virtual e também escrever as histórias que estão na cabeça (ultimamente vários micro-romances estão pipocando na minha cabeça), quero colocar elas pro mundo, que assim seja. Além disso, espero não deixar esse blog tão parado. Não é uma promessa, porque vocês sabem, a gente vive quebrando promessas. 


E por aí, quais são os hábitos que vem tem criado para esse ano?

Dois mil e vinte

7 de jan. de 2021

Como de costume, sentar, refletir e escrever sobre as coisas que aconteceram esse ano. Infelizmente não há nenhuma viagem, não há muita foto, nem muito o que contar. Mas foi um ano bom (apesar do pesares), veja se você concorda comigo.

Nunca fui uma pessoa de acreditar muito em astrologia, influências espaciais ou coisas do tipo, mas esse ano me atentei ao que tinha visto sobre pessoas que falam sobre isso: "2020 será um ano sobre encerramento de ciclos, início de novas etapas". E foi exatamente o que aconteceu.

Ninguém estava esperando ser atacado por um micróbio e ficar sufocado dentro de casa durante vários dias, coisas assim acontecem, shit happens everyday. E então começaram muitos pensamentos reflexivos sobre mim, meu relacionamento, sobre o que eu queria para o futuro, sobre o meu atual trabalho, sobre como a internet me afetava ou motivos de ter abandonado coisas que gostava de fazer:


Uma nova relação com comida: me tornei vegetariano, por diversos n motivos; e a forma como comecei a me alimentar mudou completamente, assinando newsletters sobre receitas, seguindo gente e criando comida quase todo santo dia, ajudou nos vários dias de tédio da quarentena, ajudou a manter a sanidade, ajudou a entender que é possível/preciso deixar de comer animais.

Comecei a fazer colagens manuais, que era algo que sempre fazia em formatos digitais e foi interessante se reconectar com essa pegada manual, analógica. Me senti produtivo, gostava de passar essas horas sozinho com fone de ouvido e um bocado de revistas picotadas. 

Terminei um relacionamento de dois anos e então me olhei de uma outra perspectiva, me vi só, mas inteiro - percebi que não existe nada mais bonito que a possibilidade. Tem sido uma aventura, tem sido bom. Me conhecer, conectar. 


Comecei a morar, de fato, sozinho: e fazer algumas coisas que queria muito, decorar a casa e encher de plantas. Muitas plantas - e uma composteira, já não fazia mais sentido jogar comida (adubo) no lixo. 
Voltei a ler com afinco, coisa que não fazia desde o meio da faculdade. Decidi pegar os livros que estavam a eras parados na estante e tem sido cada surpresa maravilhosa, mas ao mesmo tempo decidi também vender todos os livros e dar espaço em casa, comprando apenas livros virtuais. Insano, mas apegado a essa ideia de consumir menos coisas físicas e mais experiências.


2020 foi um ano de surpresa & de ficar só, de curtir minha companhia (e da adele, claro), de abrir vinhos para tomar sozinho, de ficar o dia todo deitado na cama lendo um livro que eu gosto ou de apenas sair com um paninho e me jogar debaixo de uma árvore com a adele correndo de um lado para o outro.

Senti saudade dos amigos, das comidinhas, da minha família, senti até falta de trabalhar presencialmente. Acho que nunca estive tão distante das pessoas que amo, tem sido um dia de cada vez, processo por processo. Aprendizado por aprendizado. Às vezes com ligação em grupo da família, as vezes apenas áudios corridos no meio da noite. A saudade, meu pai, de sentar nas cadeiras de macarrão do meu avô e ficar ali tomando um café doce que só ele sabe fazer.

Esse ano abriu buracos que permitiu que novas coisas entrassem, novas amizades, novas experiências, permitiu que eu me desse a chance de provar novas coisas, novos sabores, novas possibilidades. Ainda que tenha sido um ano ruim, acho que consigo dizer que tirei algum proveito - entre surtos e desânimos. Juntei todas as forças para esse ano que vai se iniciar, me mantenho empolgado para o que o futuro aguarda. Tenho certeza que será bom.
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