aviso

5 de mai. de 2022

 eu lembro que costumava avisar quando ia ficar longe da internet para os leitores não ficassem preocupados (famosa). btw, o aviso é que esse domínio está quase para expirar (02/06) e acho que não vou renovar, porque tenho outras coisinhas em mente, outro domínio. mas o blog ainda vai continuar aqui, só muda a forma de acesso:

igormedeiroz.blogspot.com

consumir e produzir coisas na internet

13 de abr. de 2022
já foi mais legal consumir coisas na internet, era realmente divertido sair a procura de lugares e cantinhos nesse mundão que é a internet. agora tem se tornado ainda mais difícil encontrar autenticidade, até acontece com algumas newsletters - onde a maioria das pessoas slow blogging se refugiou. mas aos poucos os conteúdos que amo consumir começaram a ser pagos, assine isso aqui, assine aquilo ali, apoie, só um cafezinho por dia.

o que me deixa bem triste, não porque eu não quero apoiar as pessoas, mas porque chegamos a um momento em que queremos ganhar dinheiro de qualquer forma. em que a troca já não é tão troca, porque acaba sendo focado em ganhar dinheiro. 

isso aconteceu desde quando a gente começou a chamar tudo de conteúdo, o que não deixa de ser verdade. mas agora é algo diferente, é uma competição acirrada de todo mundo que quer viver de internet e busca de atenção, pois quando mais atenção & seguidores, mais dinheiro. ciclos.

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redes sociais são uma mistura de polêmica, notícias ruins, vídeos fofinhos e publicidade (mais do que eu queria inclusive), perfis que eu não tenho a vontade alguma de seguir aparecem com mais frequência e os vídeos de dublagem aumentaram 300%. e chamam isso de produção de conteúdo. até é, mas já não sei se posso chamar de um conteúdo autêntico. são coisas que uma primeira vez até é engraçado, na segunda ainda para rir, mas na vigésima já não dá mais e isso dura até o próximo "meme" estourar.

a gente saiu de um lugar que as pessoas tinham receio de mostrar as caras na internet para um lugar que as pessoas só querem mostrar a cara na internet. sinto até falta fotos de comidinhas, que era o que as pessoas publicavam lá em 2014. mas, hoje em dia, os algortimos não mostram para as pessoas, então a gente só ignora essas coisinhas porque não é rentável (ainda sigo postando fotos de florzinhas e comidinhas sim)

sinto falta de gente, de troca na internet. queria mais interação além de um comentário e um like. e fico pensando quando foi que eu me tornei tão hater da internet, sei que escrevo sobre isso já faz alguns anos, porém tento fazer as pazes quase semanalmente com as redes sociais, resumidamente: deletar e baixar aplicativos do celular.

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sinto falta de ler pessoas na internet, fico irritado em ter que abaixar o volume do celular ou aumentar por que cada vídeo tem uma frequência diferente e as vezes não consigo tirar do mudo, fico irritado com vídeos em geral. saudades de quando as correntes se limitavam apenas no orkut e whatsapp.


adele

7 de mar. de 2022

escrevendo porque tenho saudade, acho que você também deve ter alguma saudade de quando a gente corria juntos e dos dias frios quentinhos na cama. com você dormindo do meu lado, feito gente. essa noite sonhei com você, das atrapalhadas, do jeito que corre doida quando não está na coleira. 


que saudade.


foi um sonho gostosinho e acordei meio triste, não vejo a hora de ter pertinho. de não me sentir mais sozinho, de sentir amado do seu jeitinho, de te ensinar coisinhas bobas. te lambidinhas de manhã para me acordar, de lambinhas de tarde para eu sair do trabalho, de lambidinhas de boa noite. 


que saudade.




 

12 livros

16 de fev. de 2022

Listas porque somos viciados em listas, mesmo que a gente não cumpra, como no ano passado.

A canção de Aquiles - Madeline Miller

Ariadne - Jennifer Saint

Six crimson cranes - Elizabeth Lim

Atlas das nuvens - David Mitchell

Uma vida pequena - Hanya Yanagihara

A hora de estrela - Clarice Lispector

Enquanto eu não te encontro - Pedro Rhuas

Neuromancer - William Gibson

Lebre da madrugada - Arthur Malvisco

The starless Sea - Erin Mongestern

Cadernos do subterrâneo - Fiódor Dostoiévski

Razão e sensibilidade - Jane Austen


Mas estou confiante que vou ler todos!

Fingir

28 de jan. de 2022

Tem um vídeo que eu vi ano passado e eu nunca mais fui capaz de esquecer, é um sobre uma apresentadora perguntando para a Rihanna o que ela faz quando não se sente confiante e ela simplesmente responde "eu finjo", veja aqui. Esse vídeo nunca mais saiu da minha cabeça porque nos vários textos que li na vida, um outro me marcou também e era justamente sobre isso: fingir, mesmo que você não saiba fazer algo, finja (exceto se for ferir alguém, como fingir ser médico). 


A questão é:


Quer ser um escritor? Finja que é um escritor, pegue o seu computador, vá para um café, abra um documento word e digite meia dúzia de palavras.


Claro que apenas fingindo não vai chegar a lugar nenhum, mas acho que nos primeiros dias, fingir um personagem vai permitir você se habituar com aquilo que você quer, nesse caso escrever um livro. Dou esse exemplo porque é o que eu faço com o rapaz que divido apartamento, "desculpa cara, agora vou me dedicar ao livro que estou escrevendo, boa noite" eu digo, mesmo que eu sente apenas para escrever 400 palavras.


Cuidado, acho que o tipo de fingimento que estou tentando expressar é totalmente diferente do mentir a gente vê nas redes sociais, não é um fingimento para os outros, como estar feliz, comprar coisas, corpos de verão... É um fingimento para o corpo e a mente começar a processar quem você quer ser, quem você quer se tornar. Fingir só para internalizar.


é isso que estou fazendo

25 de jan. de 2022
depois de alguns anos compartilhando coisas instantaneamente nos lugares só para as pessoas saberem que estava fazendo, como se elas se quer se importassem, sinto uma palpitação no peito porque tinha desativado tanto o instagram quanto o twitter e não posso fazer nada disso. partilho um pouquinho do feeling de "não estar fazendo nada", só por não estar compartilhando. 

queria muito saber o tempo em que isso foi realmente acontecer, dizem que eu sou low profile, mas eu não acho não, sempre mostro as coisas da vida, fotos com declarações que continuam nos comentários, livros que estou lendo, coisas que estou fazendo. não porque tem pessoas interessadas, mas por seguir um protocolo bobo de mostrar que estar fazendo algo, de estar sempre fazendo algo. a produtividade até para os tempos livres.


mas como ainda preciso postar em algum lugar, então uma lista de coisas que estou fazendo e que vai ser legal lembrar disso no futuro.

  1. ouvindo muita música em japonês.
  2. falando muito em inglês, sem ter vergonha.
  3. colocando projetos em andamento.
  4. procurando uma casa nova.
  5. morrendo de saudades do meu cachorro.
  6. com dor na coluna porque estou usando uma cadeira muito ruim.
  7. finalmente consegui limpar minha caixa de entrada de newsletter.
  8. comecei a arrumar a cama todos os dias e isso parece fazer muita diferença.
  9. desistindo de ter contato com portugueses porque eles são muito chatos.
  10. tentando escrever todos os dias, mesmo que só 200 palavras.
  11. pensando em mudar de carreira.
  12. em amor com modern love.
  13. viciado no notion.

não é nada demais, mas agora que isto está no mundo, estou fazendo alguma coisa.

(contém doses de irônia)
 

às vezes pode ser falta de sol

7 de jan. de 2022

 eu gosto de criar teorias malucas de saúde, sempre quando estou muito cansado, com preguiça, desanimado ou triste eu sempre jogo a culpa nas faltas de vitaminas ou porque deixei de pegar sol por muitos dias ou porque entrei para uma dieta vegana. o fato é que as vezes parece muito mais fácil jogar a culpa nisso e me dopar de sol num sábado, comprar vitaminas em uma farmácia e deixar na escrivaninha para tomar religiosamente todos os dias. 


pegar sol, eu costumava odiar quando mais novo, hoje não vivo sem, sentir a pele esquentando e ficar testando até quando não der mais*. mas essas pausas para dedicar ao sol é um alívio, porque é algo muito simples de fazer, basta estender um pano num parque qualquer e deitar, se preferir pode só ir na sacada, quintal, rua, varanda, o que tiver. mas tenta pegar sol do jeito certo, aproveitando o momento, sentir o sol percorrendo os pedacinhos do corpo, tente pegar sol nas axilas.


depois de obter o verdadeiro placebo, me sinto renovado. quente e disposto para fazer tudo o que eu não fiz. a vida seria tão mais fácil se os dias tivessem mais sol. existem estudos que comprovem que falta de vitamina d deixam as pessoas realmente molengas, desanimadas e tristes. jogo tudo culpa nisso, como se não precisasse de terapia.


claro que sigo outras dicas de milhares de chás que dizem que é bom para uma série de coisas (que eu nem tenho, mas vai que), escrevo num diário, leio, corro, tento apreciar a comida longe do celular, aproveitar processos, sentir a dor no meu corpo por causa do exercício constante e tentar cuidar melhor dele. eu tento fazer um monte de coisinhas que não envolvem farmacêuticos para garantir que estou cuidando um pouquinho melhor de mim. pausas de sol, pausas são importantes. respirar fundo e olhar para o lado, porque às vezes só o que precisamos é mudar de rota e fazer algo que não temos costume.


desculpa não conseguir manter uma coesão nesse texto.


*por favor, passem protetor solar no rosto.





fingindo que não desapareceu

3 de jan. de 2022

eu fico olhando para os últimos comentários e muita gente chegou por aqui, obrigado. mas dado tantos meios que exigem atenção que esse aqui ficou um pouquinho de lado, só um pouquinho porque a minha intenção é voltar a escrever aqui, pelo menos uma vez por semana. uma bobagem qualquer, divagações, fotos que não foram pra feed algum. estou planejando mudar de site, mas vai demorar ainda, conto tudo com mais detalhes depois. 

aqui em lisboa tem vários pés de laranja que são muito azedas e ficam tão lindas, carregadas. chega até a ser poético: nem tudo que é bonito, é bom.


 

uma newsletter

14 de out. de 2021

unfollows

23 de set. de 2021
houve algum tempo em que fiz muita questão de que o número de seguidores no meu instagram fosse alto, já fiz aquela coisa de seguir muitas pessoas só para elas me seguirem de volta. não que eu quisesse me tornar famoso, mas é que os números sempre representaram (e ainda representam para muitas pessoas) o sinônimo de sucesso. nunca quis ser famoso, mas todo mundo que é artista gosta de ser reconhecido por aquilo que faz. as fotos. os textos. ser seguido há alguns anos era muito bom, porque as pessoas realmente recebiam o que a gente fazia (vou tentar não chamar de conteúdo, porque já não aguento mais esse termo). hoje as coisas já mudaram e já me sinto muito desmotivado a publicar fotos, textos e qualquer outra coisa na internet - porque não tenho a vontade de produzir vídeos todos os dias e muito menos aparecer com a minha cara para todo mundo ver.

não se trata de vergonha, isso eu nem tenho mais. é só a disposição que não existe mesmo, não tenho a disposição de me desdobrar ainda mais para criar algo que um algoritmo venha definir ser bom ou ruim. se estou fazendo algo é porque acredito que aquilo seja bom, acredito que faça sentindo e seria bem interessante se as pessoas que me seguem conseguissem ler isso sem eu precisar de um milhão de artifícios para então, quem sabe, chegar lá.

a criação morre com a necessidade de urgência - e sempre foi assim. agora já não faz mais sentido ter vários seguidores, a mídia social deixou de ser aquele grande espetáculo e virou apenas mais do mesmo, vídeos repetidos, imagens muito rápidas e uma coisa assim, meia sem emoção (desculpa todo mundo que passa horas produzindo coisas). decidi fechar meu instagram por alguns motivos e acabei gostando dessa ideia, de manter como um diário mesmo, dei unfollow em pessoas que eu nunca vi e que talvez nunca veria. porque existem pessoas que a gente segue apenas por aquele sentimento de "seguir de volta". deixei de seguir mais de 300 pessoas por simples motivo de não haver conexão ou um interesse realmente profundo. e isso fez bem.

mas ainda não conseguia me desprender do número de seguidores - que nunca foi tão alto (1900 pessoas no instagram). 1900 pessoas que eu não fazia ideia de quem era, que eu não sabia se estavam interessadas no meu pequeno diário, que eu não fazia ideia de se um dia viria interagir com elas. me desprender desse número foi uma coisa tão... libertadora. digo isso porque hoje já não quero mais ligar o meu sucesso, a minha arte, as minhas palavras a apenas números. existem outras coisas que a gente tem que considerar, como uma mensagem inesperada, um elogio. números massageiam o ego, mas palavras permitem ir longe.

hoje tenho um número bem mais insignificante ainda, 700 pessoas (e abaixando). é bem exaustivo essa etapa da dar unfollow em você mesmo, existe uma dupla confirmação no instagram que deixa o processo ainda mais lento. e tem sido bom, sabe? deixar ali apenas as pessoas que eu gosto, consumir as coisas que eu gosto. tornar a rede como um diário enquanto eu não decido o que faço com a minha vida dentro da internet.

enfim.
que doideira.
&
 



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