12 livros

16 de abr. de 2021

Tenho nem vergonha na cara de fazer uma lista logo depois de outra lista, há vícios que fazem com que seja mais fácil. No início do ano publiquei esse vídeo falando os livros que eu queria ler em 2021, a mesma lista abaixo:

Homens pretos (não) choram - Stefano Volp

Feios - Scott Westerfeld

Bela Maldade - Rebecca James

This is where i leave you - Jonathan Tropper

A bussola de ouro - Philip Pullman

Feliz ano velho - Marcelo Rubens Paiva

Todos os nomes - José Saramago

As crônicas de nárnia - C. S. Lewis

Dias de despedida - Jeff Zentner

As brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley

Jonathan Strange & Mrs Norrell - Suzana Clarker

O pintassilgo  - Donna Tartt


Prometo que o próximo post não será uma lista (mentira, não prometo nada).

101 coisas em 1001 dias

12 de abr. de 2021

eu vejo essa lista sendo feitas a quase uma década da blogosfera e nunca tive coragem de participar, porque não imaginei quantas coisas quisesse fazer. mas cada dia que passa crio mais listas, acho que agora tenho competência pra essa. a ideia é muito simples, fazer uma lista de 101 coisas que devem ser realizadas no prazo de 1001 dias.


01 de maio de 2021 ~ 28 de janeiro de 2024.


 concluído   /   cancelado 

pessoalidades

  • conversar em inglês sem morrer por dentro.
  • estudar um módulo de inglês voltado para área de tecnologia.
  • comprar algum instrumento musical e praticar.
  • me inscrever num curso de aulas de dança.
  • passar uma semana casa de algum amigo.
  • ler todos os livros do hp até o final do projeto.
  • fazer uma limpeza digital nas redes sociais.
  • organizar os arquivos do computador.

mundo e viagens

  • me mudar para um lugar maior.
  • conhecer a frança.
  • passar um final de semana no porto.
  • passar uma semana na casa do diego em londres.
  • ir a um festival de música.
  • nadar com golfinhos.
  • tirar uma foto com algum famoso que admiro (?).
  • fazer uma viagem de carro (voltar a dirigir).
  • fazer uma viagem em família.
  • acampar.

aparência e condicionamento físico

  • definir um estilo de roupas que eu goste.
  • correr todos os dias por um mês.
  • fazer abdominais em casa.
  • fazer plogging uma vez por semana durante dois meses.
  • manter cuidados com a pele por 2 meses seguidos.
  • mais uma tatuagem?

saúde mental e espiritual

  • voltar a fazer terapia.
  • fazer algum curso voltado para medicina alternativa.
  • passar uma semana com o celular desligado.
  • escrever uma carta para cada amigo antes de ir embora.
  • ajudar um dia projetos voltados para animais abandonamos.
  • passar um dia num asilo com velhinhos.
  • adotar um irmãozinho pra adele.
  • ir três vezes fazer tratamento no rosto.
  • correr numa maratona.

escrita + arte

  • escrever todos os dias durante 2 meses.
  • publicar um conto na amazon.
  • escrever um livro de pensamentos.
  • começar a série de fantasia que fico postergando.
  • pintar um quadro.
  • montar um moodboard na parede.
  • imprimir alguma das artes que fiz.
  • fazer algum objeto de decoração reciclado.
  • escrever sobre receitas e comidinhas nesse blog.
  • criar um clube do livro ou de escrita.
  • fazer um ensaio de autorretrato.
  • estudar mais sobre color theory.
  • escrever um carta para quando o projeto acabar.
  • tirar uma foto para cada letra do alfabeto.
  • acabar com todos os filmes baixados no computador.
  • ler algum livro sobre bruxaria.
  • ler algum livro do valter hugo mãe.
  • publicar um conto sobre uma temática que eu não tenho tanto costume.
  • fazer um vídeo com vários recortes de algum mês.
  • ler um livro em espanhol.

desejos materiais

  • trocar de celular (iphone?).
  • comprar um ipad.
  • comprar uma apple pen.
  • comprar um vídeo game.
  • comprar um corretor de postura.

projetos e vida profissional

  • criar um perfil/meio para colocar projetos & textos.
  • criar um portfólio.
  • criar um projeto público sobre o meio ambiente, LGBT+.
  • perfil no linkedin em inglês e francês.
  • vender layouts de dashboard para pbi.
  • criar uma newsletter.
  • criar um podcast.
  • tirar todas as cerficações de qlik.
  • tirar uma certificação de pbi.
  • começar uma nova faculdade.

casinha

  • voltar a compostar alimentos.
  • ter um cantinho para gravar vídeos e tirar fotos.
  • voltar a morar sozinho.
  • colocar todas as artes que eu tenho na parede.
  • decorar um cômodo inteiro.
  • fazer um "berçário" de mudas.

para fazer um dia

  • furar orelha em casa.
  • ir em uma festival eletrônico com a isa.
  • entregar uma carta cheia de mensagens positivas à uma pessoa aleatória.
  • fazer um prato bem bonito e postar a receita em algum lugar.
  • sair um dia para andar e tirar fotos da cidade.
  • convidar amigos para jantar e tomar vinho barato.
  • transitar de vez para uma alimentação vegana.
  • presentear alguém sem motivo algum.
  • abraçar um estranho.
  • dizer apenas "sim" durante o dia todo (e escrever sobre isso).
  • ir numa festa a fantasia (e se possível com adele).
  • sair com alguém do instagram para tomar um café.
  • fazer alguma receita das milhares que salvo no instagram.
  • começar uma nova coleção de plantinhas.
  • conhecer 10 cafés (0/10).
  • passar uma manhã escrevendo em um café.
  • escrever um post para ler no final do ano.
  • saber meu tipo sanguíneo.
  • me listar no dog hero por 3 dias.
  • fazer uma live sobre meio ambiente, veganismo ou livros.
  • fazer alguma coisa em 3d.
  • acordar muito cedo e levar uma canga pra ver o sol nascer.
  • ler um livro em uma tarde no parque.
  • pegar um ônibus aleatoriamente e andar sem destino.
  • arrumar as playlists do spotify.
  • criar um layout pro blog.
  • cantar um karaokê. 
  • passar uma noite na rua e voltar só de manhã.

__


ufa, nem acredito que consegui terminar essa lista. é muito difícil listar todas as coisas que eu queria fazer, foram alguns dias para montar essa (e olha que eu gosto). 

me faltaram palavras pra vir aqui

29 de mar. de 2021


não vamos começar com a casual desculpa de anos luz sem vir por aqui, porque eu vim várias vezes e há vários posts no rascunho que um dia pretendo soltar por aqui, mas como eu disse: um dia.


a verdade verdadeira é que desde que eu comecei um diário virtual, meio que as palavras tem se desfeito mais por lá do que por aqui. tem sido um processo interessantemente legal escrever só para mim, escrever de forma íntima sobre os dias, as vezes quando estou com preguiça coloco o dia em tópicos e as vezes só escrevo sobre uma série, porque esse foi o ponto alto do meu dia.


tenho criado playlists, visto animes, estudado outras coisas que envolvem minha área profissional e escrito. estou escrevendo duas histórias. eu nunca me imaginei escrevendo coisas além de posts ou páginas do diário, mas sempre me disseram que eu deveria ser escritor. eu sempre gostei de ler, eu sempre gostei de escrever. passei a acreditar que também eu deveria ser escritor. não me vejo escrevendo para ser famoso, só para contar umas histórias e ver que duas ou 100 (se você me permite sonhar) gostando da história, vindo comentar sobre ela.


ainda falando sobre livros, palavras e escrita: comecei a fazer parte do lendo juntas, um grupo de leitura com várias pessoas que amo aqui na internet, a leitura de "grande magia" foi a melhor coisa que aconteceu em todo esse mês, um livro que fala sobre aceitação da arte e da criação como algo natural; sobre a não romantização da dor, sobre não esperar que a grande inspiração cai do céu (e também saber agarrar essa inspiração quando ela cair). aprendendo a curtir mais o processo. 



tenho sentido muita saudade e é basicamente sobre isso que escrevo todos os dias no diário; uma saudade que bate nos dias mais quietos que eu poderia preencher na casa de algum amigo ou numa festa de sexta-feira logo depois do trabalho. dentro desse ano que se passou eu me pego pensando mais nas coisas antes e talvez depois, vivendo a quarentena como um grande hiatus da vida, desculpa mas esse jeito parece ser um jeito mais fácil de levar toda essa confusão.


agora que tenho todo o tempo do mundo, eu só não queria ter tempo para nada. digo, de que lhe adianta ter tempo e não poder sair de casa? se é que vocês me entendem; eu acredito que criação precisa de inspiração, no começo da quarentena eu me senti inspirado a colocar todos os projetos em dia, até começar alguns outros, agora que já faz um ano, voltei a arquivar algumas metas, deixar de lado outras por simplesmente sentir que esse não é o momento. não vai rolar. não agora.


a vida vai passando e a gente vai fazendo da melhor forma possível ou pelo menos tentando driblar da melhor forma possível. tem dia fáceis, tem dias difíceis e só tem dias que não são fáceis e nem difíceis, são só dias mesmo. às vezes a gente se sente bem para riscar algumas coisas da lista de tarefas da semana passada (ou retrasada, não me lembro bem), outros dias a gente só vive o pequeno piloto automático.


é isso, por hoje. obrigado por terem digitado na barra de pesquisa historicoinfame.com e terem vindo aqui ler algumas palavras (que mais soam como desculpas esfarrapadas). prometo escrever mais vezes também, mas enquanto isso, quando não tiver nada novo por aqui, tenho essa lista de pessoas que amo ler na intenert.

Criando novos hábitos (ou reconectando com os velhos)

17 de jan. de 2021


Defini que a palavra de 2021 seria: experimentar. Escolhi essa palavra por querer tentar coisas novas e curtir o processo dessas tentativas, mesmo que não dê certo, quero que sobre algo para contar e algo para se aproveitar - deixar de olhar apenas para o resultado e se atentar mais ao caminho, ao aprendizado que se pode carregar a cada nova escolha/tentativa. 


No finalzinho de 2020 me peguei questionando em algumas coisas que costumava fazer: exercício físico, leituras diárias, fotografar, escrever e decidi que iria aos poucos incluir esses e também novos hábitos a minha rotina. 



LEITURAS DIÁRIAS:  nos últimos anos me afastei por diversos motivos do mundo literário e acho que sempre senti esse pesar, porque escrever e falar sobre livros é algo que eu gosto bastante e resolvi trazer essa conexão de agora pra frente. A meta é ler um livro por semana, acho que vou conseguir - mantenho essa lista de livros lidos atualizada sempre que posso e vivo sempre falando sobre as leituras lá no twitter, ainda estou pensando se volto a fazer resenhas. Talvez sim, mas provavelmente não.


BRINCADEIRAS NO PHOTOSHOP: lembro que eu passava dias criando posters no photoshop, obviamente não tenho mais todo o tempo que tinha antes, mas ainda assim vejo que é totalmente possível incluir essas artes no meio da rotina, por exemplo, ao inves de ficar no twitter ou instagram.


ALONGAMENTOS & ABDOMINIAIS: eu morro de preguiça de fazer alongamentos e sei que é superimportante fazer isso todos os dias, principalmente depois que acordar. Sobre as abdominais, eu nem sou louco de colocar como meta voltar a fazer academia, porque percebi que é algo que não funciona pra mim (não gosto) - já faz 4 meses que inclui corrida/caminhada duas vezes por dia na minha rotina, agora só tenho que me acostumar com a ideia de queimar a gordurinha localizada com abdominais. 



ORGANIZAR A SEMANA: essa é uma das coisas que eu mais sinto falta, criar um cronograma e seguir ele - sempre arranjo 21 desculpas para nunca seguir um cronograma semanal (com isso acontece vários atrasos). Ainda estou encontrando um método que me ajude a seguir direitinho uma rotina. Vamos com a tentativa de usar o Notion pela oitava vez (obrigado K.).


APRENDER INGLÊS DIARIAMENTE: preciso demais criar um sistema de estudos diários, seja por filmes, livros ou atividades. Quero que esse ano seja de mais aprendizados e conversas em inglês. Chega de desculpas, né?


ESCREVER: eu gosto de escrever, mas nem sempre escrevo. Espero poder retornar com a rotina de escrever todos os dias no diário virtual e também escrever as histórias que estão na cabeça (ultimamente vários micro-romances estão pipocando na minha cabeça), quero colocar elas pro mundo, que assim seja. Além disso, espero não deixar esse blog tão parado. Não é uma promessa, porque vocês sabem, a gente vive quebrando promessas. 


E por aí, quais são os hábitos que vem tem criado para esse ano?

Dois mil e vinte

7 de jan. de 2021

Como de costume, sentar, refletir e escrever sobre as coisas que aconteceram esse ano. Infelizmente não há nenhuma viagem, não há muita foto, nem muito o que contar. Mas foi um ano bom (apesar do pesares), veja se você concorda comigo.

Nunca fui uma pessoa de acreditar muito em astrologia, influências espaciais ou coisas do tipo, mas esse ano me atentei ao que tinha visto sobre pessoas que falam sobre isso: "2020 será um ano sobre encerramento de ciclos, início de novas etapas". E foi exatamente o que aconteceu.

Ninguém estava esperando ser atacado por um micróbio e ficar sufocado dentro de casa durante vários dias, coisas assim acontecem, shit happens everyday. E então começaram muitos pensamentos reflexivos sobre mim, meu relacionamento, sobre o que eu queria para o futuro, sobre o meu atual trabalho, sobre como a internet me afetava ou motivos de ter abandonado coisas que gostava de fazer:


Uma nova relação com comida: me tornei vegetariano, por diversos n motivos; e a forma como comecei a me alimentar mudou completamente, assinando newsletters sobre receitas, seguindo gente e criando comida quase todo santo dia, ajudou nos vários dias de tédio da quarentena, ajudou a manter a sanidade, ajudou a entender que é possível/preciso deixar de comer animais.

Comecei a fazer colagens manuais, que era algo que sempre fazia em formatos digitais e foi interessante se reconectar com essa pegada manual, analógica. Me senti produtivo, gostava de passar essas horas sozinho com fone de ouvido e um bocado de revistas picotadas. 

Terminei um relacionamento de dois anos e então me olhei de uma outra perspectiva, me vi só, mas inteiro - percebi que não existe nada mais bonito que a possibilidade. Tem sido uma aventura, tem sido bom. Me conhecer, conectar. 


Comecei a morar, de fato, sozinho: e fazer algumas coisas que queria muito, decorar a casa e encher de plantas. Muitas plantas - e uma composteira, já não fazia mais sentido jogar comida (adubo) no lixo. 
Voltei a ler com afinco, coisa que não fazia desde o meio da faculdade. Decidi pegar os livros que estavam a eras parados na estante e tem sido cada surpresa maravilhosa, mas ao mesmo tempo decidi também vender todos os livros e dar espaço em casa, comprando apenas livros virtuais. Insano, mas apegado a essa ideia de consumir menos coisas físicas e mais experiências.


2020 foi um ano de surpresa & de ficar só, de curtir minha companhia (e da adele, claro), de abrir vinhos para tomar sozinho, de ficar o dia todo deitado na cama lendo um livro que eu gosto ou de apenas sair com um paninho e me jogar debaixo de uma árvore com a adele correndo de um lado para o outro.

Senti saudade dos amigos, das comidinhas, da minha família, senti até falta de trabalhar presencialmente. Acho que nunca estive tão distante das pessoas que amo, tem sido um dia de cada vez, processo por processo. Aprendizado por aprendizado. Às vezes com ligação em grupo da família, as vezes apenas áudios corridos no meio da noite. A saudade, meu pai, de sentar nas cadeiras de macarrão do meu avô e ficar ali tomando um café doce que só ele sabe fazer.

Esse ano abriu buracos que permitiu que novas coisas entrassem, novas amizades, novas experiências, permitiu que eu me desse a chance de provar novas coisas, novos sabores, novas possibilidades. Ainda que tenha sido um ano ruim, acho que consigo dizer que tirei algum proveito - entre surtos e desânimos. Juntei todas as forças para esse ano que vai se iniciar, me mantenho empolgado para o que o futuro aguarda. Tenho certeza que será bom.

os sons que vem de fora

11 de out. de 2020


a geladeira costuma fazer um barulho, mas só percebo que ela faz muito barulho quando ela para de fazer barulho e então paira um silêncio. ouço a respiração da adele baixinho, dormindo, e nego-me a juntar nesse embalo, pra escrever, mesmo sabendo que daqui algumas horas ela irá me acordar para fazer nossa caminhada matinal. nos sábados, nos domingos. sem folga. se eu ficar bem quietinho consigo ouvir o barulho das árvores que chegam perto da janela, tem ventado muito ultimamente. novos ventos, novos ares. ventania tem essa poesia no nome: de levar e trazer - isso vale quase para tudo, para cheiros de amores de um dia, do perfume que vó costumava usar, do suspiro ao sentir a brisa beijando o rosto quando o mundo está se derretendo em suor.


há grilos no meio da cidade, a gente que não vê, porque estamos no celular. mas a noite, no silêncio da pra ouvir, além das cigarras que indicam que a chuva está próxima. ah, barulho de chuva que amedronta, mas também deixa o conforto no coração do frio, de poder ficar até um pouco mais na cama. adele ainda não entende que quando está chovendo, fica complicado da gente descer, ela não entende ainda que chuva é sinônimo de água que é sinônimo de ficar molhada. 

a gente vai levando entre esses barulhos, aquisições e aprendizados.

quem foi de outrora

5 de out. de 2020

 já faz algum tempo que não escrevo.




há dias uma vontade de sentar, escrever e deixar desaguar as tantas coisas que tem acontecido nos últimos dias: se acostumar com a nova rotina, as dores no corpo de caminhadas constantes que permitem pensar & repensar na vida. a vida que já trouxe tanta reviravolta e surpresas e loucuras. o passado que tende a voltar pro presente (com boas surpresas), rever amigos da época de escola, de outro trabalho, da faculdade. o presente de ter amigos pra vida toda e que independente do quanto ficar sem conversar a essência da amizade está ali. 

tantos acontecendo e eu aqui, olhando para quem fui antes de ser hoje, revisitando alguns acontecimentos que permitiram solidificar quem sou - uma personalidade vinda de tantas outras experiências e matrizes e recortes. eu acho engraçado que quando 2020 entrou eu sabia que seria um ano transformador, que algumas coisas poderiam (e iriam) mudar, que novas metas seriam traçadas, que novos âmbitos e desejos seriam feitos ao percorrer - ainda que eu não soubesse da pausa que a quarentena causou (e ainda causa em alguns aspectos).

pausa. 

eu precisava dessa pausa pra entender perspectivas que não levavam a muitos lugares, entender os limites e os fins. para poder contemplar os inícios, recomeços e aventuras. tem sido (e será) diferente. 


aqui está meu despejo

4 de ago. de 2020
Por mais que eu assista milhares de vídeos de organização e produtividade - meu tipo de vídeo favorito - as coisas não tem sido, nem tenho tentado me estimular a ser organizado. Os dias se resumem a parar de trabalhar para cozinhar ou parar de trabalhar para assistir uma nova série (ou finalizar, como tenho feito). Os primeiros dias da quarentena iniciaram de uma forma tranquila, mas faz alguns dias (quatro meses depois) que não sinto muita vontade - vários artistas lançaram músicas novas e elas não me parecem tão boas como antes - o problema não são eles, acho que só estou exausto demais para apreciar os pequenos detalhes.

Em meio a pandemia, organizando diversas coisas da mudança pro novo apartamento & descobrindo o quanto odeio imobiliárias. Me agarrando ao máximo ao novo cantinho, que é o que me deixa animado. Queria que os dias tivessem diferentes, queria ver gente, abraçar pessoas, tomar um sorvete no parque. A vida perdeu um pouco do brilho e logo eu que costumava ser o mais positivo de todos os amigos não estou conseguindo.

A escrita e a vida digital

20 de jun. de 2020

Estou enferrujado e isso está bem claro para mim, faz algum tempo que não paro para escrever e pensar no que escrever. Esse é um texto de palavras que estão vindo, por vir, para tentar permitir a criatividade e a inspiração.

Eu lembro que tinha mais facilidade de escrever as coisas, de levar a vida com um lado mais poético e positivista. Escrever era comum, expor os sentimentos eram comuns. Dentre a facilidade do acesso a informação, de tantas outras personalidades no instagram, de vídeos engraçados, feeds infinitos, notícias urgentes, me perdi. E acho que não é apenas comigo, a gente tem se perdido no meio de tudo isso, na correria de um tweet, nas mensagens compartilhadas no chat dos amigos.

A voz que costuma ter opinião ficou mais quieta, dizem que quando músculos quando não utilizados acabam atrofiando - deve acontecer o mesmo com pessoas que não falam faz tempo, a voz deve sair meio roca, não deve ser fácil. Não está sendo fácil se reposicionar no meio de tudo isso, filtrar e incluir nós mesmo dentro de todo esse contexto midiático. O sentimento verídico, se não estiver dentro do tema atual, não é relevante. O amor se não for no dia dos namorados parece não estar tão triunfado, como o dia das mães, dos pais. A vida ganhou um novo dilema que é ser postado, documentado em segundos que nunca iremos lembrar, porque estamos inseridos demais dentro da superficialidade.

É sobre isso, que a escrita tem se tornado difícil (e também uma das coisas mais recomendas pelos psicólogos): perdemos o ativismo e nos tornamos apenas consumidores de outros "criadores de conteúdo", de joguinhos viciantes no celular. O surto vem. O surto sempre vem porque no momento em que bloqueamos o nosso próprio eu, a nossa voz, em que deixamos nossos gostos, vontades, porque é comodo ficar no sofá arrastando o celular. Acredito que isso tenha muito relação com concepções básica do nosso corpo quando algo está inflamado a febre vem, quando a cabeça não está bem o surto vem.

O surto, assim como a febre, é um sinal. Sinal para desintoxicar, respirar. Talvez vir aqui sentar e escrever, colocar umas palavras para fora. A vida tem sido pesada demais para levar no automático - e na verdade, tem sido um pouco sem graça as conversas começarem com "você viu o que tal pessoa postou" ou "olha isso...". Eu não lembro com as pessoas se relacionavam, sobre o que conversavam, sobre o que escreviam.

Oi mundo

11 de jun. de 2020
Depois de alguns muitos anos afastado da blogosfera, depois de vários questionamentos internos, de diversas tentativas no último ano, depois de achar que tinha decaído por vez com a popularização do instagram: voltei. Lembro de alguns anos me afastei do blog que seguia um foco literário e parcerias com editoras - porque eu já não lia mais tantos livros como antes  e passei a consumir arte de formas diferente, através da fotografia, de filmes e séries, através de outros pontos de vista.



Descobri e aprendi sobre minimalismo, relacionamentos, consumismo, veganismo e algumas outras diversas coisas que eu não sabia que gostava porque eu nunca tinha parado para dedicar a energia, como cuidar de plantas - e é sobre isso que quero falar nessa nova etapa, sobre minhas experiências e tentativas.

□ □

Então criei esse canto, na verdade, repaginei esse blog - porque eu queria manter todo o histórico desde 2012, quando entrei no mundo dos blogs, em breve vocês conseguiram ver tudo (pois fazendo aquele limpa). O nome mudou, porque toda vez que entrava nesse site e o nome era igormedeiroz.com, nunca me parecia ser um blog, não aqueles blogs que a gente costumava ler. Então veio o Histórico infame, uma sátira a vida, por acreditar que histórico ou história possa vir ser relevante se você olhar da maneira certa, se você tentar tirar o proveito ao máximo.

Algumas coisas do layout vão mudando aos pouquinhos porque gosto de fazer minhas próprias coisas, eu lembro que tinha comprado um layout muito incrível, mas ele nunca me trouxe a personalidade que eu esperava. Então não se assustem se um dia as cores, fontes ou tudo mudarem de repente, são só reflexos do que muda aqui dentro.


&
 



histórico infame © 2012 – 2021